A humanidade levou 50 milhões de anos até chegar no estágio de desenvolvimento atual. Nossa expectativa de vida gira em torno dos 70, 80 anos. E cada dia só tem 24 horas. Qualquer evolução que ocorra durante nossas vidas vai ser, no máximo, mais um grão de areia perdido num deserto. E mesmo assim esse curto tempo é tudo que nós temos. Só isso e nada mais. Ai está a origem da nossa insignificância. Mas não devemos deixar de nos dedicar, de tentar evoluir e mudar algo. Afinal, essa vida é tudo que nós temos.
No parkour, assim como nada vida, os resultados não acontecem de uma hora pra outra. São necessárias varias horas de treino pra aperfeiçoar um movimento, e quando ele não é repetido com freqüência há perda significativa de sua qualidade. Muitos têm falado sobre uma “comunidade mundial” de tracers que se apóiam e não visam a competição. Isto é em parte verdade. No entanto, o que mais se vê são demonstrações de imaturidade e insegurança de praticantes que só querem ser aceitos aos olhos dessa “comunidade”. Frequentemente vejo comentário em vídeos dizendo: “Nossa, como você é bom! Espero que você continue assim e um dia seja reconhecido pela “comunidade internacional”.
O individualismo, o egoísmo. Este é atualmente o maior obstáculo ao desenvolvimento do parkour. É preciso ter censo critico pra saber reconhecer seus pontos fracos. Se meu lache é ruim vou treinar para melhorá-lo, e isto não vai acontecer em uma semana. Talvez aconteça em um ano.
Não se pode fazer um bolo sem uma fôrma. Não se pode tornar-se um verdadeiro tracer sem caráter, sem personalidade.
Escrito em 9 de setembro de 2010 (postado só agora não sei bem porque...)
Att Sapo (Lucas O. Mourão)
Satisfação
Há 15 anos
